O plástico foi uma importante invenção que veio revolucionar o nosso dia a dia. É barato, leve e resistente. Contudo, a sua grande vantagem é também o seu maior problema: a sua durabilidade.
O plástico tem um impacto enorme nos ecossistemas e na nossa saúde. É praticamente eterno, não se degrada e apenas se desfaz em partículas cada vez menores, chamadas micropartículas, que acabam por estar em todo lado e já entraram no ciclo alimentar.
Prevê-se que, em 2050, existam mais plásticos no oceano do que peixes. Este é um problema real e bem perto da nossa casa. Um estudo feito pelo Centro Interdisciplinar da Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto, em 2019, concluiu que no Estuário do Douro existem 1,5 partículas de plástico por cada larva de peixe.
Desde os anos 50, foram produzidos 8 mil milhões de plásticos globalmente. Em 2015, o consumo de plásticos na Europa chegou aos 49 milhões de toneladas, a maioria usado em embalagens. A péssima notícia é que apenas 9% do plástico é reciclado.
Entre todos, os plásticos de uso único e de curta duração são os mais preocupantes, pois têm um ciclo de vida curto e transformam-se rapidamente em resíduos.
A Comissão Europeia lançou, em 2018, uma Estratégia Europeia para os Plásticos que pretende, até 2030, garantir que todas as embalagens sejam reutilizáveis ou recicláveis.
Em geral, não pensamos na viagem dos plásticos que acabámos de usar e deitar fora, mas esta é cada vez mais inesquecível, interminável e menos invisível. Muitos plásticos não têm o destino adequado e acabam na rede hídrica da cidade, acabando por chegar ao rio e oceano.
O nosso contributo é fundamental. É fácil achar que está nas mãos das empresas mas, enquanto consumidores, temos o poder do nosso lado, de escolher consumir ou não. A solução passa por pequenas mudanças no nosso dia a dia, evitando utilização de plásticos de uso único, optando por outros materiais ou por plástico reutilizável e reciclável, e colocando sempre o plástico no ecoponto amarelo. Conto contigo!
Faz por ti. Faz pela Terra.