Créditos da imagem: Por Maria D’Carmo | IA
Vigorexia: quando o corpo nunca é suficiente
A vigorexia, também conhecida como dismorfia muscular, é um transtorno caracterizado pela percepção distorcida da própria imagem corporal.
Mesmo apresentando elevado desenvolvimento muscular, o indivíduo se enxerga constantemente “pequeno”, “fraco” ou inadequado.
Esse quadro é cada vez mais observado em contextos ligados ao fisiculturismo e à busca excessiva por padrões estéticos corporais.
A insatisfação permanente com o próprio corpo pode levar a comportamentos compulsivos relacionados ao treino, à alimentação e à rotina diária.
Entre os sinais de alerta da vigorexia estão a necessidade constante de aumentar massa muscular, dificuldade em respeitar períodos de descanso, rigidez extrema na alimentação, isolamento social e sofrimento psicológico quando a rotina de treino ou dieta é interrompida.
Do ponto de vista nutricional, a vigorexia pode estar associada a práticas alimentares disfuncionais, como consumo excessivo de proteínas, exclusão injustificada de grupos alimentares, uso indiscriminado de suplementos e dificuldade em reconhecer sinais fisiológicos de fome e saciedade.
É fundamental compreender que disciplina e cuidado com o corpo não são sinônimos de adoecimento.
A diferença está na capacidade de manter equilíbrio, flexibilidade e respeito aos limites físicos e emocionais.
O acompanhamento multiprofissional é essencial nesses casos. Nutricionista, profissional de educação física e, quando necessário, psicólogo, devem atuar de forma integrada para promover saúde, consciência corporal e relação adequada com o próprio corpo.
A busca por um corpo forte não deve ocorrer à custa da saúde física ou mental. Corpo saudável não é corpo extremo.
⚠️ Conteúdo informativo. Não substitui avaliação nutricional.
📞 Orientação nutricional: 55 11 92508-1037
Maria do Carmo Veras Batista - Nutricionista CrN³ 37960
