Muitas pessoas acreditam que falta força de vontade na hora de seguir um planejamento alimentar, mas o que poucos percebem é que nem sempre estamos lidando com fome física. Em grande parte das situações, o que sentimos é fome emocional uma resposta a sentimentos e sensações que nada têm a ver com necessidade de energia.
A fome física surge de forma gradual, é sentida no estômago e pode ser saciada com qualquer alimento. O corpo envia sinais claros: o estômago ronca, a energia diminui e você sente que realmente precisa comer.
Já a fome emocional aparece de repente e vem acompanhada de urgência, geralmente direcionada a alimentos específicos como doces, massas, chocolate ou opções mais calóricas e prazerosas. Ela surge como um “alívio”, uma tentativa de preencher um vazio causado por estresse, ansiedade, cansaço, frustração ou até tédio.
O problema não é comer algo que você gosta o desafio está em usar a comida como válvula de escape para emoções não resolvidas. Quando isso se torna um padrão, surge a culpa, que muitas vezes reforça um ciclo de compulsão.
Reconhecer a fome emocional é o primeiro passo para quebrar esse padrão. Antes de comer, questione-se:
● Eu realmente sinto fome ou estou buscando conforto?
● Eu comeria qualquer alimento ou estou desejando algo específico?
● Se eu beber água ou me distrair, essa vontade passa?
Quando você aprende a identificar o que está sentindo, ganha autonomia sobre suas escolhas. Alimentar-se deixa de ser automático e passa a ser consciente.
Cuidar da emoção também é cuidar da saúde.
Comer não pode ser a única maneira que você tem de lidar com o que sente.